terça-feira, outubro 02, 2018

'' É A ELEIÇÃO MAIS DOIDA QUE EU JÁ VI'',DIZ PUBLICITÁRIO DUDA MENDONÇA

 Precursor de um novo estilo de marketing político, ele foi responsável por ajudar a eleger Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez, em 2002.

Afastado de campanhas há quatro anos, o publicitário Duda Mendonça, 74, afirmou que a eleição de 2018 é a mais "doida" que já viu.

Precursor de um novo estilo de marketing político, ele comandou propagandas de candidatos sob contratos milionários desde o começo da década de 1990 e foi responsável por ajudar a eleger Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez, em 2002.

Envolvido nos dois maiores escândalos do país neste século, o mensalão e a Lava Jato, o marqueteiro acompanha de longe a corrida presidencial deste ano.

Em conversa com a Folha de S.Paulo, ele disse avaliar que o pleito atual é, na verdade, um plebiscito. "É a eleição mais doida que eu já vi. Não é uma campanha presidencial e sim um plebiscito entre quem quer Lula e quem não quer", declarou Duda.

O publicitário afirmou que esse cenário explica, por exemplo, a dificuldade do tucano Geraldo Alckmin crescer nas pesquisas, apesar de ter o maior tempo de propaganda eleitoral na TV.

"Não existe uma disputa entre candidatos, pouco importando, portanto, os que têm muito tempo de rádio e TV e os que não têm. Quem está fazendo uma estratégia de campanha está perdendo tempo. Não estamos em uma campanha, estamos em um ple-bis-ci-to."

Para Duda Mendonça, em um plebiscito a premissa principal é definir o lado em que vai estar. "Tem de ter apenas um lado. Não pode ter muitas coisas contra os dois lados".

"O Bolsonaro saiu na frente [de Alckmin]. Ele não era visto como um político pela maior parte do Brasil e tem uma linguagem absolutamente popular. E mais: logo no início mostrou ser radicalmente contra Lula, que ainda poderia ser o candidato do PT. Ao contrário dos outros candidatos que demoraram a escolher seu lado claramente. E esses, hoje, são contra os dois lados do plebiscito, batendo de um lado e de outro".

Na avaliação do publicitário, apesar de experiências passadas exitosas nesse sentido, quem está fora dos dois polos e faz campanha atacando não tem chance. "Quem bate, perde. Digo isso há muito tempo. O povo não gosta dessas coisas."


Com informações da Folhapress

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