terça-feira, junho 05, 2018

Quadra chuvosa no Ceará fica em torno da média, mas é a melhor desde 2011


As precipitações da estação chuvosa de 2018 ficaram em torno da média no Ceará. De acordo com a Funceme, choveu 659 milímetros entre fevereiro e maio, acréscimo de 9,7% em relação a 2011.
Meses mais chuvosos segundo estudo da Funceme:
  1. Abril: 211,1 milímetros.
  2. Fevereiro: 187,9 milímetros.
  3. Março: 120,8 milímetros.
  4. Maio: 61,5 milímetros.
Regiões mais beneficiadas com as precipitações:
  1. Litoral Norte: 885,3 milímetros.
  2. Litoral de Fortaleza: 780,9 milímetros.
  3. Maciço de Baturité: 705,7 milímetros.
  4. Ibiapaba: 680,2 milímetros.
  5. Região do Cariri: 669,3 milímetros.
Menores médias da quadra chuvosa:
  1. Litoral do Pecém: 633,8 milímetros.
  2. Macrorregião Jaguaribana: 603,8 milímetros.
  3. Sertão Central e Inhamuns: 463,7 milímetros.

Fatores que influenciaram a estação chuvosa

De acordo com a Funceme, o quadro observado reflete, de certa forma, o prognóstico divulgado em janeiro de 2018, que, indicou maior probabilidade de precipitações acima da média.

A presença de águas resfriadas no Oceano Pacífico equatorial entre os meses de fevereiro e abril, o que caracteriza um fenômeno La Niña, favoreceram a ocorrência de chuvas no Ceará, no primeiro trimestre de 2018.

Também nesse período, foi observada uma predominância de águas superficiais neutras (nem mais aquecidas e nem mais resfriadas do que a climatologia) no oceano Atlântico tropical, tanto ao norte quanto ao sul do equador.

Em maio, o fenômeno La Niña não estava mais configurado, no Pacífico equatorial, e no Atlântico tropical houve predomínio de águas mais frias do que a climatologia. Esses padrões contribuíram para afetar o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas na região, de forma que proporcionou precipitações, na quadra huvosa, em torno da normal.

 
Com informações G1

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