segunda-feira, abril 02, 2018

Filósofo Gramsci é o estrategista do mal que influencia o Brasil


                                  Explicando objetivamente o gramscismo

Karl Marx, Vladimir Lênin e Antonio Gramsci: o alemão e o russo foram superados pelo filósofo italiano, que é mais perspicaz
O filósofo italiano Antonio Gramsci é tido como um dos mais importantes formuladores comunistas.
O que dizia Gramsci, que via mais fundo e mais longe que Marx e Lênin:

Tomar o Estado significa apenas tomar uma fortaleza avançada. Atrás dela estão inúmeras “trincheiras e casamatas” não neutralizadas. Re­fe­ria-se às organizações burguesas co­mo igreja, sindicatos, universidades, imprensa.

Os valores tradicionais das classes burguesas deveriam ser pacientemente destruídos, e substituídos pela nova “visão da sociedade e do mundo”. Valores culturais deveriam ser contestados e apontados outros, mais de acordo com a visão das classes dominadas, e de molde a permitir a ascensão destas.

O mesmo deveria ocorrer com valores morais e éticos, de modo a neutralizar as trincheiras burguesas. O Judiciário deveria ser criticado em suas decisões legalistas, e incentivado a adotar decisões “sociais”, ignorando os dispositivos legais. Pressão deveria ser exercida nas decisões que pudessem prejudicar o partido, seus membros, simpatizantes, ou simples elementos das “classes subalternas”, independente das cominações legais a que estivessem sujeitos. As casas legislativas deveriam ser objeto de constante crítica e desmoralização, enquanto os representantes do partido “proletário” surgiriam como únicos acima das críticas. As Forças Armadas deveriam ficar sob constante açulamento, e deveriam ser vistas como desnecessárias, perdulárias, ignorantes, ditatoriais.

As polícias seriam sempre acusadas de truculência, violência e corrupção, enquanto a marginalidade deveria ser alvo da proteção dos direitos humanos e da tolerância, por pertencer à classe subalterna. Se o bandido age à margem da lei é apenas por falta de opções, sendo a marginalidade fruto, pois, da injustiça social e da exclusão burguesa.


Todo o sistema capitalista deveria ser demonizado: os fazendeiros como latifundiários exploradores de mão de obra escrava, depredadores da natureza; os industriais como gananciosos apropriadores da mais valia e sonegadores;os órgãos de imprensa como vendidos ao capital nacional e estrangeiro.

Numa última fase, neutralizados os organismos burgueses da sociedade civil, quando a sociedade já aceita a imposição de novos valores culturais, éticos e morais, já não mais tem mecanismos de reação, é hora de tomar o poder, instituir o socialismo e caminhar para a etapa final, o comunismo (fase estatal).

Agora, o partido é quem detém, na verdade a hegemonia. É partido único e aponta os dirigentes. É o “moderno príncipe”, como dizia Gramsci, admirador de Maquiavel.

No Brasil, o gramscismo chegou ao governo antes de chegar ao poder. As fortes instituições reagiram à busca da “hegemonia”, como vimos com a questão do mensalão, petrolão e da tentativa de censurar a imprensa. Não houve clima para uma implantação de reeleições sucessivas, como na Venezuela. Nem por isso estamos a salvo. Estamos já em plena fase gramscista de busca da hegemonia,que não está parada.

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