terça-feira, outubro 17, 2017

Um pensar sobre o Brasil

Para muitos, levar vantagem não é algo errado, mas, algo que já se tornou normal e acaba por se tornar “correto”.

Nos últimos anos, temos visto a população nas ruas pedindo por mudanças e pelo fim da corrupção, no entanto, quando paramos para pensar, vemos claramente, que a marcha contra a corrupção não é um processo lento e imediatista, ou que envolve ações midiáticas, mas, uma mudança nas estruturas do pais, de modo que, este problema não é atual, mas, faz parte de um contexto histórico.

Dentre os problemas que o país precisa enfrentar para mudar, encontra-se a má distribuição de renda, sendo que 75% da população, detém apenas 10% da renda. Somos o nono país mais industrializado do mundo, entretanto, temos uma das piores distribuições de renda do planeta, somos o 75º IDH do mundo, e a 61ª renda per capita do planeta.

O Brasil possui 5570 municípios e muitos destes, não possuem uma boa qualidade de vida. Infelizmente, não é apenas a nossa infraestrutura que precisa de uma reforma, mas nossa enorme taxa tributária, a maior da América latina, sendo que o brasileiro tem que trabalhar cinco meses por ano só para pagar impostos. 

Precisamos de uma mudança pontual, a mudança de mentalidade.  Podemos lutar contra esta tendência histórica, basta buscarmos em tudo o bom senso e a mudança que a sociedade tanto precisa, uma mudança com ética e coerência em todos os sentidos.

Esta mudança deve ser gradual, e deve envolver todos os setores da sociedade, como uma revolução silenciosa. Esta, não é uma luta fácil, mas inglória, pois não estamos lutando contra algo novo, mas, contra um sistema que domina o Brasil há muito tempo, ou seja, o famoso jeitinho brasileiro. Para muitos, levar vantagem não é algo errado, mas, algo que já se tornou normal e acaba por se tornar “correto”.

Em nosso viver diário, devemos sempre nos lembrar do exemplo de Jesus: “O filho do homem, não veio para ser servido, mas, para servir” (Marcos 10:45). Cristo nos deixou os seus ensinamentos, como um modelo de vida e diante de cada desafio, devemos imitar o exemplo de Cristo, através de nosso caráter e integridade pessoal.


Por Orlando Martins, bacharel em teologia e jornalismo

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