segunda-feira, outubro 16, 2017

Campanha na internet terá papel central na próxima disputa presidencial


O futuro aponta para eleições com menos comícios, carreatas e panfletagens 
— e cada vez mais aparições de candidatos nos perfis dos eleitores nas redes sociais. A menos de um ano da próxima disputa presidencial, a sociedade se prepara para um embate em que a internet terá um papel central, apesar da aparente dificuldade que os órgãos fiscalizadores terão com essa nova realidade.

A permissão para partidos, coligações e candidatos pagarem para alavancar conteúdos em redes sociais, alcançando uma fatia maior do eleitorado, foi aprovada pelo Congresso e valerá para 2018. A técnica, conhecida como “impulsionamento”, é comum dentro da publicidade e do marketing, mas apenas agora ganha uma legislação própria para candidatos a cargos eletivos — as eleições anteriores não permitiam tal estratégia.

Parte das regras para as redes sociais no próximo pleito passará também pelas resoluções do TSE. O órgão deve regulamentar o tema até março do ano que vem. Nessa semana, a instituição montou grupos de trabalho para debater o tema, a primeira etapa para que os ministros da Casa possam tomar decisões sobre como será em 2018. Fontes ligadas a Polícia Federal dizem que a corporação aguarda o posicionamento do TSE para avaliar denúncias de crimes nesse sentido. Tais queixas chegam à PF depois que o TSE definir as regras do jogo.


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