quinta-feira, março 16, 2017

"O Brasil parou": O presidente Michel Temer enfrenta dia de duros ataques à reforma da Previdência

Protestos nas ruas, questionamentos da Justiça e do Ministério Público Federal, críticas de aliados políticos, aumento das dificuldades no Congresso: este foi o balanço do dia da discussão sobre a reforma da Previdência para o presidente Michel Temer (PMDB), que saiu em defesa da sua proposta, uma das prioridades do seu governo. 

O dia começou tenso, com greves pontuais e manifestações contra a reforma ocorrendo em várias capitais e influenciando fortemente o cotidiano de algumas delas, como São Paulo, que ficou sem ônibus e metrô durante parte da manhã.

As manifestações, que tiveram como mote a reforma da Previdência, deram palanque a centrais sindicais, movimentos sociais e grupos e partidos de esquerda que fazem oposição ao governo. O protesto contra a reforma serviu de ponto de partida para gritos de “fora Temer” e pedidos de novas eleições. O principal palanque acabou sendo em São Paulo, na Avenida Paulista, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o peemedebista de golpista, disse que o “golpe” é contra as conquistas sociais e pediu povo na rua contra o governo que qualificou de ilegítimo.

Ainda de manhã, uma decisão da Justiça Federal de Porto Alegre mandou tirar do ar a campanha publicitária do governo para defender a reforma. A juíza Marciane Bonzanini, da 1ª Vara Federal de Porto Alegre, disse que a propaganda não tem caráter educativo e apontou uso indevido de dinheiro público e desvio de finalidade.

No início da tarde, em nota enviada ao Congresso Nacional e tornada pública pelo Ministério Público Federal, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão apontou no projeto de reforma da Previdência o que considera uma série de violações constitucionais e alertou para o risco iminente de questionamentos judiciais às propostas defendidas por Temer.

No Congresso, a coisa não andou melhor. O PSB, que tem 35 deputados na Câmara e sete representantes no Senado e que integra a base de Temer, divulgou nota dizendo que não aceita a proposta da reforma do jeito que ela está, por “limitar severamente direitos sociais, que afetam de maneira irremediável a população mais vulnerável do país”.

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