domingo, novembro 13, 2016

É TEMPO DE ACABAR COM OS PRIVILÉGIOS




Por Luís Augusto


Se existe algo que nos deixa muito preocupados, quando analisamos o atual momento político e econômico do país, é a voracidade de alguns segmentos no Brasil. Usemos como exemplo, o caso da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241), aprovada em dois turnos na câmara dos deputados e prontinha para ser votada, agora, como PEC 55, no Senado Federal. 

Se aprovada em dois turnos no Senado, será promulgada e então, passa a ser parte da nossa constituição. Até aí, tudo bem! Seria apenas mais uma emenda das muitas que já promoveram a nossa carta magna, o problema, é que a tal PEC 55, impõe um limite de gastos inclusive, em saúde e em educação, cujos recursos, de um ano para o outro, a partir de 2018, serão reajustados com base na inflação dos doze meses anteriores, isso, por um período de dez anos, podendo ser prorrogados para vinte. Com o pensamento uma década a frente, veremos o total sucateamento da saúde, da educação, segurança e outros setores, por falta, ou por insuficiência de dinheiro, o que prejudicará sem sombra de dúvidas, os mais pobres.

O argumento propagado pelo governo, setores da classe política, do empresariado e até da mídia, é o seguinte: Se a PEC 55 não for aprovada, o país quebra. Será que o Brasil está quebrado? Ou vai quebrar? Não sabemos, mesmo porque, os responsáveis por essa falácia, não são pessoas confiáveis, não sabemos ao certo o que desejam, quais são seus reais objetivos.

Porém, sabemos que falar em cortar gastos, sem acabar com privilégios e os altos salários que o setor público paga a políticos, juízes e os marajás da republica, manterá o país inviável do ponto de vista, ético, moral e financeiro. Independente de uma PEC que reduz despesas!

Em países sérios, onde as autoridades respeitam o dinheiro público, é inaceitável um congresso como o que temos. Câmara e senado, custam R$ 10 bilhões por ano ao erário, assembleias e câmaras municipais, guardadas as devidas proporções, custam outro absurdo, para nada, a não ser para estourar o dinheiro do contribuinte, pois nem trabalhar, trabalham. Sem falar nas negociatas... Um custo benefício que não se justifica.

O executivo, é outra vergonha! Nas três esferas de poder. Há exagero nos gastos e falta de transparência! Um exemplo do que estou dizendo, é a farra no cartão corporativo da presidência da república, em parte, sob sigilo, da ordem de R$ 30 milhões, em seis meses de governo Temer.

Fica difícil para quem tem o mínimo de inteligência, aceitar tamanha mentira, descaramento e roubalheira.

É tempo de acabar com privilégios!

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