quinta-feira, junho 02, 2016

É bem parecido com o que penso!

Em artigo no O POVO desta quinta-feira, intitulado “Basta de corrupção e de populismo”, Pedro Henrique Antero, professor de Ciências Políticas, apregoa reforma política e deduz: “O Brasil terá que ser novo e bem distante do bolivarianismo atrasado.” Confira:

O governo mudou, provisoriamente, e tinha que mudar. A bandidagem, porém, continua dentro e fora dos Ministérios e demais órgãos públicos federais e estaduais. Temer, se quiser ouvir a opinião dos brasileiros, não pode contar com suspeitos do crime organizado para realizar um governo que atenda às demandas econômicas e, sobretudo, à indignação do povo que grita por limpeza ética.

A imprensa traz nomes de envolvidos na corrupção, investigados pelo Ministério Público e que ocupam cargos no governo Temer. A Procuradoria Geral e a Justiça não vão interromper suas investigações e suas posteriores decisões por causa do novo governo, como gostariam alguns, no ensejo de confirmar a tese do golpe, e outros, para livrar-se realmente da Justiça.

A maioria do povo brasileiro não está ligada ao PMDB ou a outro partido da base do atual governo. Apoiou a saída da presidente e apoiará o afastamento de todos os políticos que tiverem participado da chamada corrupção do PT. Daí porque Michel Temer deve ter pressa em se desligar daqueles tidos como corruptos.

Por outro lado, é hora de se exigir do Congresso Nacional um projeto de reforma política. Instituições da sociedade civil e nomes relevantes do direito constitucional poderiam subsidiar parlamentares na condução do assunto. Não é possível, por exemplo, que se continue pagando vereadores no Brasil. Países ricos não o fazem e as Câmaras são ocupadas por voluntários eleitos pela comunidade. Urge também reduzir o número de parlamentares federais e estaduais e estabelecer o sistema do voto distrital.

O governo Temer não pode ser a continuidade do governo Dilma, com outros nomes. Há necessidade de mudança substancial na ética governamental e adequação do Brasil às democracias europeias, avançadas, com corte radical de benesses a políticos e autoridades dos três poderes, em seus diversos níveis. O Brasil terá que ser novo e bem distante do bolivarianismo atrasado. Basta de corrupção e de populismo.



*Pedro Henrique Chaves Antero
phantero@gmail.com
Professor de Ciências Políticas.



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