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Nova Russas. Seretário e professor Reginaldo Silva analisa os números da FIRJAN



                                                                                                                                



                                                                                                                                                                             NOVA RUSSAS E OS NÚMEROS DA FIRJAN. POR REGINALDO SILVA


Não aceito como verdadeira toda informação que ouço ou leio no primeiro momento.

Pesquiso. Procuro várias vertentes sobre a mesma informação. Só então, tiro minhas conclusões.

De alguns dias para cá, todas críticas feitas ao governo  de Nova Russas, colocam os números da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) como fonte de referência.

Fui atrás dos dados. como sempre faço.

Não para contestar quem quer que seja, não é este o meu ofício.

Mas, para estudar qual o melhor caminho para Nova Russas.

Também não comparei Nova Russas com outros municípios. Neste momento era preciso comparar Nova Russas com ela mesma.

A partir desse diagnóstico, num  momento posterior faríamos uma  análise comparativa com outros municípios.

Confesso que o resultado não me causou muita surpresa. Fiz  minhas  conclusões e vou compartilhar com os leitores.

Agora, vamos esclarecer quem é a FIRJAN.

É uma Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

Essa mesma Federação criou um estudo de desenvolvimento socioeconômico chamado IFDM, que significa: Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal.

Dentro de sua metodologia, ela criou um sistema de notas para avaliar os municípios de todo Brasil, especialmente em três setores: Educação, Saúde e Geração de Emprego e Renda.

Na mesma metodologia, a FIRJAN também atribuiu uma espécie de nota que vai de zero a um. classificando o nível de cada localidade em quatro categorias de Desenvolvimento: baixo (de 0 a 0,4), regular (de 0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1). Ou seja, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento do  município.

Os dados começaram a ser publicados a partir de 2005 e os últimos números se referem ao ano de 2013.

Na prática temos os 4 anos de governo do último mandato do ex-prefeito Acácio. Dois anos do ex-prefeito Marcos Alberto, dois do ex-prefeito Paulo Evangelista e apenas um ano do atual prefeito Gonçalo Diogo.

Para a população de Nova Russas entender melhor e fazer um juízo de valor da situação, pegamos o primeiro ano de cada um dos gestores e aplicamos a nota dada pela FIRJAN de acordo com a metodologia aplicada nas quatro categorias de desenvolvimento.

Vale salientar que serão avaliados os primeiros anos dos ex-prefeitos; Acácio, Marcos, Paulo e o primeiro ano do atual prefeito Gonçalo Diogo. As notas são dadas em relação a Saúde, Educação e Geração de Emprego e Renda.

2005: Acácio tirou nota regular em educação e saúde e teve baixo desempenho em relação a geração de emprego e renda.

2009: Marcos Alberto teve nota regular em educação, desenvolvimento moderado na saúde e baixo rendimento em geração de emprego e renda.

2011: Paulo Evangelista teve nota moderada na educação e saúde e baixo desempenho em geração de emprego e renda.

2013: Gonçalo Diogo teve desempenho moderado em saúde e educação e baixo desempenho em geração de emprego e renda.

Como podemos perceber nos números da FIRJAN, em relação ao primeiro ano de cada governo, os prefeitos Gonçalo e Paulo mantém rendimentos melhores em Educação e Saúde que Acácio e Marcos. Todos os gestores tiveram baixo desempenho em relação a Geração de Emprego e Renda. Este será um grande desafio para a classe política que vai administrar o município nos próximos anos, prefeito e vereadores.

Também concluí que as brigas políticas dos últimos anos não acrescentam em nada o município, muito pelo contrário, causam instabilidade e medo em empresas e investidores que queiram implementar qualquer iniciativa produtiva em Nova Russas.

Dentro desse contexto, não comparei Nova Russas com outros municípios, uma vez que viveram momentos diferentes, com apoios diferentes e intervalo de gestão diferentes. 

Tamboril e Ipueiras, por exemplo, nesse período, tiveram um salto de desenvolvimento devido a grande proximidade de seus gestores com o Governo do Estado. E os dois municípios não tiveram interrupção de mandatos.

Não fiz o levantamento de 2014 e 2015 porque os dados não foram disponibilizados. Sem dúvida, seria uma ótima oportunidade para avaliar os três primeiros anos de cada gestor desde de 2005.

Assim teríamos um retrato mais detalhado de cada gestão, que serviria para a população avaliar melhor os números e, consequentemente, referendar verdades e desqualificar mentiras.

Dessa forma, conclui-se que Nova Russas precisa de mais empenho da classe política na defesa dos interesses coletivos e menos futricas.

Os referidos dados estão disponibilizados no portal da FIRJAN: http://www.firjan.com.br/ifdm/

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