quarta-feira, janeiro 06, 2016

CID PREVÊ DIFICULDADES PARA ELEGER UM ALIADO EM SOBRAL E FORTALEZA

 Em entrevista ao Diário do Nordeste, divulgada na edição de domingo (03), o ex-governador Cid Gomes (PDT) admitiu que terá dificuldades em eleger um aliado para a Prefeitura de Fortaleza e Sobral.

"Acho que vamos ter dificuldades nas duas. Essas eleições de prefeito, quem está na situação parte em desvantagem. Pelo que tenho visto no Interior será uma eleição de retorno de ex-prefeitos", e complementou dizendo que os atuais estão desgastados. Mas tratou de tirar os seus aliados Roberto Cláudio (Fortaleza) e Veveu (Sobral) dessa situação de desgaste, dizendo que "essa situação não ocorre em Fortaleza nem em Sobral".

Analisando sobre a legislação eleitoral, a qual proporcionará campanhas menores, com dificuldades de financiamentos, Gomes disse que essa situação irá em muito influenciar as próximas eleições.

"Eu só posso falar por mim. Ao longo da minha vida pública, a gente sempre teve financiamentos e, majoritariamente, de empresas. Penso que a rigor isso foi uma decisão do Supremo, mas vai favorecer o caixa dois. Isso, para mim, é preocupante. Foi uma mudança ruim. Todas as outras mais que foram feitas são boas. Eu estava em Nova York, passei uma semana andando, circulando e não vi uma referência à eleição que aconteceu no domingo que deixei os Estados Unidos. Não estou dizendo que é bom, mas o Brasil, principalmente, nas cidades pequenas, o processo eleitoral é muito radicalizado e isso não é bom. Eleições têm que ser um momento reflexivo. Quando se reduz está se contribuindo. Essa coisa maluca de pintar muro, a sujeira. A proibição é coisa positiva, assim como a redução da campanha que começa um mês depois. Isso contribuiu para reduzir. Mas a nossa democracia só vai se fortalecer quando a gente tiver instrumentos para coibir a compra de votos coletiva. É o cabra que chega ali para um cabo eleitoral e dá fortunas. A gente ouve isso em todo canto e não vê uma investigação sobre isso. Na hora em que se conseguir inibir isso, teremos parlamentares mais qualificados e comprometidos."

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