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Contribuinte vai continuar pagando a conta em 2016

Com o título “Contribuinte, o financiador da incompetência”, eis artigo do administrador Herbert Lobo. Ele analisa a possibilidade de entrarmos 2016 com mais aumento de impostos federais e critica os aumentos de impostos já efetivados pela administração do governador Camilo Santana (PT). Confira:

O Brasil atravessa um momento econômico gravíssimo que torna nosso futuro incerto. Sem nenhum viés pessimista, é indisfarçável que o País está regredindo economicamente a passos largos.

As principais agências internacionais de avaliação de risco nos retiram grau de investimento; investir aqui tornou-se especulação. Temos “crescimento negativo”, em 2015, e a atividade econômica encolherá 3,70%.

O brasileiro está sofrendo com desemprego crescente, com fantasma da inflação e as altas das taxas de juros. Para sairmos da “sinuca de bico” em que o governo central nos colocou, só temos uma alternativa real: eficiência.

Mais eficiência fiscal. Mais eficiência nos gastos governamentais, tornando as ações públicas efetivas. Mais eficiência tributária (diminuição e simplificação de impostos). 

Mais eficiência na gestão estatal. É disso que precisamos para sermos competitivos, para estimular nossa economia, gerar empregos e enfrentarmos tamanha crise.

Onde estão os ajustes e cortes na máquina pública prometidos? Que esforço real os governos estão fazendo? Nada. A conta da incompetência, da incapacidade e do imobilismo, será paga pelo cidadão-contribuinte mesmo.

Caso a “nova CPMF” não passe no Congresso Nacional, o governo já sinalizou aumentar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), impactando o preço dos combustíveis.

O governo cearense, por sua vez, só este ano, aumentou três vezes algumas centenas de taxas e impostos. Há poucos dias, elevou o ICMS para gasolina e telefonia, dentre outros itens. Ao invés de esforçar-se por mais eficiência e gestão qualificada, os governos preferem o caminho mais cômodo: o bolso do contribuinte.

Elevar carga tributária é apostar num Estado cada vez mais intervencionista; é desestimular, ainda mais, uma economia já fragilizada; é dificultar a busca por emprego; é aumentar ainda mais o custo de vida. É, principalmente, achacar o povo brasileiro e cearense.

* Herbert Lobo

h.pessoa2@gmail.com
Administrador.

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