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BLOGUEIRO RICARDO NOBLAT EXPLICA COMPORTAMENTO DE CIRO GOMES

EM CENA,CIRO GOMES,CANDIDATO A LINHA AUXILIAR DO PT


Senhoras e senhores, Ciro Gomes, ex-ministros dos governos Itamar Franco e Lula, está de volta como aspirante a candidato a presidente da República, desta vez pelo PDT
de Carlos Lupi.Ele entrou na vida pública via PDS, nome da antiga ARENA, partido que apoiou a ditadura militar de 64.

Elegeu-se deputado federal pelo PMDB. Governou o Ceará pelo PSDB. Em 1998 e 2002, disputou a presidência da República pelo PPS.

Aderiu ao PSB de Eduardo Cunha, governador de Pernambuco, que morreu no ano passado em um acidente aéreo. Largou-o e filiou-se ao PROS. Para abandoná-lo em seguida e entrar no PDT.

Serviu a sete partidos até aqui. Ou melhor: serviu-se deles.

É candidato com o apoio velado de Lula. Que conseguiu junto a Dilma o emprego que ele tem hoje, de diretor número 1 da Transnordestina, uma subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional.

Ciro ganha um salário invejável, segundo admitiu recentemente em entrevista a um programa de televisão.

Citada na Lava-Jato, a Transnordestina toca com dinheiro do governo o projeto monumental de construção de uma ferrovia com 1.753 quilômetros que beneficiará 81 municípios de Pernambuco, Piauí e Ceará.

O preço da obra também é monumental. Era de R$ 4,5 bilhões em 2007. Saltou para R$ 7,5 bilhões em 2013. Atingirá mais de R$ 11 bilhões no próximo ano, quando deverá ficar pronta com seis anos de atraso.

Lula e Ciro são bons amigos. Em 1989, Ciro apoiou Lula no segundo turno contra Fernando Collor. Apoiou-o em 2002 contra José Serra. E em 2006 contra Geraldo Alckmin.

Se Lula não for candidato em 2018, o PT poderá fechar com Ciro para tentar derrotar o PSDB e o REDE de Marina Silva. Se for, ou Ciro desiste ou segue candidato e eventualmente o apoia em um segundo turno.

Ciro está liberado para bater no PT, mas não muito. E no governo Dilma, desde que a defenda contra o impeachment. É o que tem feito. É o que voltou a fazer, ontem, na convenção do PDT de Roraima.

Mas, de preferência, ele deve funcionar como linha auxiliar do PT batendo duro no PMDB do vice Michel Temer e do deputado Eduardo Cunha, e no PSDB. De tanto bater abaixo da linha de cintura, Temer o processa.


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