terça-feira, novembro 24, 2015

Prefeituras fecham serviços de saúde e pressão sobre Fortaleza aumenta





O comprometimento de receitas municipais em função da seca e das dificuldades econômicas afeta serviços de saúde em alguns dos principais polos regionais do Interior do Ceará, com reflexos na Capital. Quixeramobim e Iguatu, por exemplo, restringiram o acesso a certos atendimentos da rede municipal, alegando não haver recursos próprios nem repasses suficientes para dar conta dos equipamentos.

 Ambas as cidades apresentam situações graves e que se assemelham a de outras como Limoeiro do Norte, Iracema e Fortim, segundo a Associação dos Municípios Cearenses (Aprece).

Apesar de não ter acompanhamento formal do problema, a entidade aponta que praticamente todas as prefeituras têm relatado dificuldade em manter seus hospitais funcionando com estrutura adequada. Pagar pessoal é o maior desafio, destaca Ana Mello, assistente técnica do departamento de Saúde da Aprece.

Os efeitos sobre Fortaleza são instantâneos. No Instituto Doutor José Frota (IJF), de maio a outubro deste ano, a média de pacientes em internação, vindos do Interior, subiu de 47,4% para 54,74%. Lá, costumam chegar enfermos encaminhados, principalmente, de hospitais de Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Itapipoca.

“Se tivéssemos uma rede estruturada em todos os municípios, talvez muitos desses pacientes tivessem atendimento sem precisar se locomover”, analisou o diretor médico do IJF, Osmar Aguiar.

(O Povo)

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