segunda-feira, outubro 12, 2015

Lula, Cunha e Dilma, o trio que está levando o país à bancarrota

Por Jorge Oliveira
 Rio - O trio Lula, Eduardo Cunha e Dilma deveria se juntar e, para o bem do Brasil, pendurar as chuteiras e abandonar de vez a política. Essa seria uma atitude magnânima. Mas é também utópica, porque dessas pessoas não devemos esperar ato de tanta grandeza.  Agarrados como carrapatos ao poder, o trio sangra. Derrete-se em imoralidade. O Eduardo Cunha, por exemplo, pegou o cacoete malufista de negar o óbvio. Diz não serem dele as transações bancárias no exterior realizadas com dinheiro roubado da Petrobrás, mesmo com as suas digitais e da sua mulher nas contas milionárias na Suíça. Dirige-se aos jornalistas nos corredores do Congresso Nacional como se nada tivesse acontecido. E, na maior cara de pau, repete: “Não sei do que vocês estão falando, não vou falar, essas contas não são minhas...” Ora, se toda essa montanha de dinheiro não é dele, a pergunta é: de quem é? Se for apenas da sua mulher, a jornalista Claudia Cruz, que a polícia a chame para depor já que ela não goza de imunidade e comete crime de sonegação fiscal.

A Dilma, coitada!, ainda não entende o que se passa no país. Cercada de áulicos, assessores e ministros despreparados, muitos deles envolvidos na Lava a Jato, a exemplo do Edinho da Silva, que chantageou o dono da UTC para depositar R$ 7,5 milhões na conta da campanha dela. A presidente, para desespero dos brasileiros, parece viver dormindo, em sono profundo, à base dos tarjas pretas. Quando acorda é para dizer um monte de besteira tipo ”ainda existe luz no fim do túnel” ou a “ainda não existe tecnologia para estocar vento ”. O outro, Lula, responsável por toda essa bagunça, dono de uma fortuna incalculável, arvora-se de mestre da política. Mexe nos bonecos de Brasília na tentativa de salvar o Titanic, mas o troca-troca só serve aos seus interesses.

As mudanças ministeriais do Lula só tinham um objetivo: fortalecer a sua participação no governo e, com isso, protelar a sua prisão pela Polícia Federal, o que deverá ser inevitável pelas provas já colhidas nas investigações da sua participação em toda essa roubalheira. É esse o quadro, sem retoques, da anarquia no Brasil, quando fica até difícil escolher o mocinho na preparação desse filme que só tem candidatos a bandidos.

Como um morto-vivo, Eduardo Cunha atravessa os corredores da Câmara da Deputados, cercado por jornalista e curiosos,  como se estivesse perambulando no pátio de um hospício, com a mente turva, repetindo as mesmas coisas: “Não sei de nada, fale com os meus advogados, oportunamente falarei...” O até então arrogante Cunha, agora, já aparece curvado, cabelos desalinhados e desorientado. Nessas horas, os amigos desaparecem, o poder escorrega pelas mãos e a família se desintegra. Cabe a ele, sozinho, responder as questões dos jornalistas para matar a curiosidade dos brasileiros que assistem estupefatos a mulher dele gastar milhões de reais em academias, clubes de tênis e butiques de luxo lá fora com dinheiro comprovadamente roubado da Petrobrás.

Os deputados mais independentes – aqueles que não vivem às custas do fisiologismo de Cunha – já pediram a sua cabeça. Não querem mais ser liderados por um presidente que mentiu à CPI quando afirmou categoricamente não ter contas no exterior. Até o líder do PMDB, o deputado Leonardo Picciani, indicado por Cunha,  tem a sua liderança questionada. Intermediário das negociações entre o PMDB e a Dilma na reforma (?) ministerial, começa perder força por trabalhar com o baixo clero nas indicações para os ministérios. Descobre-se, agora, que o líder é um blefe, inexperiente e ingênuo para cumprir um papel tão relevante em um país à deriva. Ao lado de Cunha, seu protetor político, certamente vai derreter se não sair de fininho para evitar se chamuscar nessa lama que cobriu o mandato e o cargo do seu chefe na  presidência da Câmara. 


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