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Gilmar cobra ação do MP contra presidente da CUT

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, deveria ser intimado para responder sobre o teor das declarações feitas por ele na semana passada quando disse que os trabalhadores deveriam pegar em armas e se entrincheirar para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff.

"Toda hora estamos sendo assaltados - esta é uma boa expressão diante deste quadro atual -. Na campanha a Dilma já falava que fazia o diabo para ganhar eleição e parece que fez. Depois o Stédile [João Pedro Stédile, um dos lideres do MST] disse que colocaria o exército dele na rua. Agora, o senhor da CUT vem e diz que vai pegar em armas. Deveria ser intimado pelo Ministério Público (MP).

 Este tipo de prática não pode ocorrer. São manifestantes que vivem de recursos públicos (...).

 Isso é inaceitável, ainda mais na presença da presidente da República, no Palácio do Planalto. Ela é a chefe das Forças Armadas. É hora do MP atuar para proteger a democracia", disse Gilmar Mendes em entrevista à Rádio Estadão.

Além de criticar a fala do sindicalista, Gilmar Mendes também destacou que as manifestações contra o governo e pelo impeachment da presidente Dilma realizadas neste domingo (16) foram "da maior seriedade e não podem ser desprezadas". O ministro voltou a defender a continuidade das investigações acerca das doações d campanha eleitoral da presidente Dilma. "Já se sabe que empreiteiras investigadas na Lava Jato doaram. O que se fala é que parte do dinheiro seria proveniente de propinas e isso tem que ser analisado", observou.

Segundo ele, em função destes indícios as contas da campanha foram aprovadas com ressalvas. "No meu voto eu disse que investigações poderiam prosseguir em relação a várias pendências que estavam sendo indicadas. (...).

 Por isso que dizíamos que iríamos pedir ajuda ao Tribunal de Contas, a Polícia Federal, Receita Federal... Identificamos empresas fantasmas... e tudo isso foi colocado no voto e foram pedidas providências. Estas investigações prosseguem", afirmou. Segundo ele, caso as irregularidades sejam comprovadas, haverá várias implicações, tanto eleitorais quanto penais.

Via 247

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