segunda-feira, julho 06, 2015

PSDB dá de barato que Dilma não vai até 2018

 Em sua convenção nacional, o PSDB revelou-se um partido a caminho do rio. Cuida para não tirar os sapatos antes de chegar à margem. Mas, tomado pelos discursos, não parece se dirigir ao Rubicão para pescar. Fernando Henrique Cardoso resumiu a cena assim:
“Nós não somos os donos, nesse momento, do que vai acontecer nas semanas seguintes, nem nos meses seguintes. Nós somos donos de nós próprios, da nossa consciência… E estamos prontos, sim, dependendo das circunstâncias, para assumir o que vier pela frente, porque o PSDB sabe governar.”

Reeleito presidente do PSDB, Aécio Neves insinuou que, na prática, a principal poltrona do Planalto já está vazia. “Devido a seus erros crassos e frequentes, a presidente não governa mais. Ela vê, a cada dia, o seu poder se esvair.”

Serra cuidou de esclarecer que não deseja para Dilma um epílogo militar. Citando uma frase do ex-senador carioca Nelson Carneiro, disse esperar por uma solução política. “Nelson me disse uma vez: em política, às vezes, a menor distância entre dois pontos não é uma linha reta, é o entendimento político. E é por esse entendimento que nós temos que trabalhar, para fazer um grande sistema de forças que permita recolocar o Brasil na trajetória da democracia…”

A ideia de entendimento político sugere a abertura de muitas portas. Entre elas a de um eventual acordo da oposição com o PMDB do vice-presidente Michel Temer. Algo que contemplasse a saída apenas de Dilma. Nessa fórmula, Temer completaria o mandato, apoiado pela oposição.

(Josias de Souza)

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