quinta-feira, maio 07, 2015

Governo aprova Medida Provisória que restringe direitos trabalhistas


 Na primeira batalha legislativa do ajuste fiscal, Dilma Rousseff livrou-se da derrota graças aos votos que obteve em quatro partidos de “oposição'' ou “independentes'': DEM, Solidariedade, PV e PSB. Juntas, essas legendas deram 19 votos ao governo. Sem eles, Dilma teria sofrido uma humilhante derrota na votação realizada na noite desta quarta-feira, no plenário da Câmara. Veja aqui a lista de votação.

Numa sessão conturbada, os deputados votaram o texto principal do primeiro tópico do arrocho trabalhista de Dilma. O governo prevaleceu com a magra dianteira de 25 votos: 252 a 227. Na prática, bastaria que 13 deputados migrassem de um lado para o outro para que a vitória de Dilma se convertesse numa derrota de 239 a 240. Se os 19 “oposicionistas” e “independentes” tivessem votado contra a proposta do governo, Dilma teria obtido apenas 233 votos. E seus antagonistas, 246.

As maiores surpresas vieram do DEM. Nada menos que oito dos 22 deputados da legenda votaram a favor do governo. São eles: Cláudio Cajado (BA), Paulo Azi (BA), Elmar Nascimento (BA), José Carlos Aleluia (BA), Marcelo Aguiar (SP), Misael Varella (MG), Carlos Melles (MG) e Rodrigo Maia (RJ). Horas antes de digitar seus votos no painel eletrônico da Câmara, todos almoçaram com o vice-presidente Michel Temer, articulador político do Planalto.

Valendo-se de suas conexões na oposição, Temer achegou-se à bancada do DEM por meio de uma das principais lideranças do partido, o ex-deputado ACM Neto, hoje prefeito de Salvador e aliado político do peemedebista baiano Geddel Vieira Lima, amigo de Temer. A aproximação com o vice-presidente da República interessa a ACM Neto, que depende da boa vontade do Planalto para tonificar com verbas federais o orçamento de sua prefeitura.

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