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O BRASIL QUE DILMA DEIXA PARA DILMA


Anunciados por Dilma Rousseff (PT) nesta semana, novos ministros receberão da petista um País com grandes expectativas por reformas econômicas e administrativas. Em indicações permeadas por pressões sociais, equipe terá pela frente cenário nebuloso – em economia desacreditada pelo mercado e com alguns índices sociais “estacionados”. Se enfrentará ainda o desafio da violência, 2º mandato petista colherá desemprego recorde e desigualdade em queda.


Se comparado ao Brasil que recebeu de Lula (PT), Dilma tem hoje um País que cresce muito aquém do esperado. Enquanto Produto Interno Bruto (PIB) alcançava taxas de crescimento de até 7,5% no último ano de seu antecessor, três anos depois a mesma taxa caiu para menos de um terço - 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Calcanhar de Aquiles” da gestão Dilma, a Petrobras também reflete mau momento da economia brasileira em seu valor de mercado. Valendo até R$ 380,2 bilhões em 31 de dezembro de 2010, valor da maior estatal brasileira despencou para R$ 179,5 bilhões - com ações passando de R$ 27 para pouco mais de R$ 10.

Entre fontes oficiais, explicações miram geralmente os efeitos da crise mundial ou de “interesses escusos” de “grupos políticos” que desejariam fragilizar empresas estatais brasileiras - com o objetivo final de privatizá-las.


Maiores avanços


No desafio de recuperar fôlego do mercado e reconquistar a confiança internacional, Dilma terá a seu favor algumas das melhores índices de seu governo. Em setembro deste ano, o governo fechou taxa de desemprego a 4,9% - a mais baixa em 12 anos. O bom desempenho impulsionou ,inclusive, a campanha dela à Presidência.

A sucessora de Lula também fecha o primeiro governo com o Brasil em situação melhor nos juros - durante maior parte do mandato - na redução da desigualdade e no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nos quatro anos da petista, o País subiu cinco posições no ranking mundial do IDH, indo da 84ª posição para a 79ª.

Apesar dos avanços, Dilma também possuiu uma série de indicadores sociais “estacionados” ou que pioraram. Entre eles se destaca o aumento da violência, com taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes saltando de 27,5 ao final do governo Lula para 29 em 2012 - com apenas dois anos de governo. Taxa de mortalidade infantil também pouco caiu, indo de 17,22 a cada mil nascidos para 14,4.

Cid enfrenta índice pouco positivo da gestão Dilma
Indicado novo ministro da Educação pela presidente Dilma Rousseff (PT), Cid Gomes (Pros) enfrentará um dos desafios que menos avançaram durante o 1º governo da petista: reduzir a taxa de analfabetismo entre população brasileira. 

Segundo dados do IBGE, taxa de analfabetos entre pessoas de mais de 15 anos era de 8,6% no início do governo Dilma. Já em 2013, último ano da amostra completa do Instituto, mesmo índice ainda era de 8,5% - ou seja, oscilou apenas 0,1% em três anos.

A escolha de Cid encontra paralelo positivo com o desempenho do governador em resolver o problema: em oito anos, o governador reduziu mesma taxa de 20,5% para 16,3% índice de analfabetismo no Ceará.

Também foi o governador que implementou a iniciativa do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), muito elogiado por Dilma e que acabou sendo “copiado” pela petista em programa semelhante, aplicado em escala nacional. 

O desafio também se repete no acesso à educação. Em 2007, índice de pessoas sem qualquer instrução ou menos de um ano de estudo correspondia a 13,7% da população brasileira. Em 2013, seis anos depois, índice pouco reduziu, ficando em 12,3%. (Carlos Mazza)

Fonte: O Povo

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