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DEU NO JORNAL O ESTADO


Infiéis do PMDB - PREFEITOS DE SANTA QUITÉRIA E NOVA RUSSAS PODEM PERDER O MANDATO

Fabiano Lobo e Gonçalo Diogo
A comissão de ética do PMDB Ceará enviou, ontem, para a executiva do partido, o processo contendo a apuração dos filiados que foram considerados “infiéis” durante as eleições de outubro passado. O próximo passo do diretório do partido é analisar e decidir qual punição caberá a cada um dos políticos que forem comprovadamente apontados como infiéis.

O secretário-geral do PMDB, João Melo, explica que a executiva da legenda deve primeiro convocar cada um dos filiados que contrariaram a determinação da legenda na eleição passada para prestar esclarecimentos e, somente depois, realizar um julgamento. As situações mais complicadas são dos filiados detentores de mandatos; esses podem responder judicialmente por não terem apoiado a candidatura do PMDB ao governo do Ceará.  

Ainda segundo João Melo, o número de infiéis nas últimas eleições foi maior do que durante outros pleitos. “São muitos os infiéis. Isso começa com prefeitos, ex-prefeitos, deputados, vereadores, fora os que estão sem mandatos. Tudo tem que ser apreciado e analisado com calma. A partir dessa apreciação, a executiva começa avaliar cada comportamento do filiado. Mas quem realmente não seguiu as normas do PMDB terá sua devida punição”, pontuou.

As penas para os que não seguiram as normas da legenda variam da simples advertência até à expulsão do partido. A aplicação da pena máxima – expulsão – implica também a perda do respectivo mandato, segundo afirmam fontes do PMDB.

O secretário do partido preferiu não citar nomes, no entanto, fontes ligadas a legenda garantem que entre os denunciados estão o vereador de Fortaleza, Carlos Mesquita; a vice-prefeita de Barbalha, Betilde Correia; e os prefeitos de Nova Russas, Gonçalo Diogo e de Santa Quitéria, Fabiano Mesquita.

Nos bastidores, aliados afirmam que o presidente do partido, senador Eunício Oliveira (PMDB), quer saber quem está a seu lado neste novo momento da legenda que faz oposição ao governo estadual.

CRISE NO PMDB

No início do mês, o vereador Carlos Mesquita apontou como culpado pela derrota de Eunício Oliveira na disputa pelo Governo do Ceará nas últimas eleições, o vice-prefeito de Fortaleza e vice-presidente do PMDB Ceará, Gaudencio Lucena, então coordenador de campanha de Eunício. Mesquita afirmou, em entrevista a O Estado que a “arrogância” de Gaudencio afastou muitos aliados que poderiam ter sido de grande ajuda durante a campanha. Ele ainda declarou que não existe diálogo dentro da legenda cearense.

Durante a campanha eleitoral, Mesquita manteve-se neutro e não declarou apoio à candidatura de Eunício. Questionado, na época, qual candidato ele estaria apoiando no pleito executivo estadual, o vereador limitou-se a dizer “eu voto na Dilma”.

Apesar de não ter declarado apoio ao candidato peemedebista, Mesquita lamentou a derrota de Eunício, afirmando que não tem nada contra o senador. “Acho o Eunício uma pessoa séria e, se ele tivesse tido tempo de coordenar a campanha, ele teria sido eleito, porque ele não iria fazer como o Gaudencio fez. Espero um dia poder votar ainda no Eunício para governador”, enfatizou.

Em resposta às acusações de Mesquita, o vice-presidente do PMDB afirmou que o parlamentar não segue a orientação do partido desde as eleições de 2012, quando o PMDB apoiou a candidatura de Roberto Cláudio (Pros), sendo Gaudencio o candidato a vice-prefeito na mesma chapa. Nas eleições deste ano, Gaudencio afirma que o erro do vereador foi ainda maior, já que o PMDB lançou o presidente da legenda – Eunício Oliveira – como candidato, e ele também se recusou.

Fonte: O Estadoce.com

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